sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O meu caderno

    Ter um caderno de pensamentos pode ser a sua melhor decisão se você for daqueles que gostam do "longo prazo"; assim como quem se matricula em pilates em vez de malhar e tomar bomba, ou da mesma forma como quem fotografa com filme em pleno século XXI, demora um mês para terminar o filme e mais algumas semanas para revelá-lo. Coisas para quem quer romantismo na alma.

    Comprei o meu caderno no mesmo dia em que aprendi a usar a minha terceira lomo, enquanto voltava da aula de pilates. Completamente despautado, para fugir dos deadlines de todo dia; para permitir que o humor domine o corpo e desenhe morros e ladeiras com palavras. Como é satisfatória, aliás, a liberdade de mudar da forma para o corsivo sem nenhum aviso prévio. E de repente aparece uma fênix colorida nas entrelinhas.

    A capa é verde-abacate-maduro, mas fica negra no escuro. Assim como todas as páginas. Mas ao menor sinal de luz e folhear retrocedente, atinge-se o passado de um jeito como nenhum outro. Subjetivo, embora gritante. Uma prova curiosa de como alguém é capaz de mudar, significativamente, em apenas um ano. Ótimo para relembrar o próprio valor e o de algumas outras pessoas também. Ter um caderno de pensamentos é inspirador. E quem sabe possa fazer alguma diferença na sua vida.

Quando uma rua alagada faz a felicidade do dia
Paraty, D90

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