sábado, 29 de março de 2008

Mortadelas, e toda a saudade que as acompanha

Descobri o blog de um amigo. Aliás, esse foi um caso raro em que conheci o blog através da pessoa, e não ao contrário. Engraçado como esse povo carioca simplesmente não tem blog - ou incrível como eu não acho blog carioca por aí. Mas o assunto de hoje não é blog, é mortadela. Um dos posts do "blog de um futuro comunicólogo desempregado" me inspirou a escrever sobre mortadelas.

Lembro que, quando criança, adorava mortadelas e tudo o que as acompanhava. Domingo, pão francês, o barulho do jornal do meu pai, o cheirinho do café da minha mãe, minha avó tomando banho de mangueira no quintal... Tudo isso sempre foi muito marcante na minha infância perfeita, até que as "coisas" começaram a morrer.

Primeiro foi o Ayrton Senna, e depois disso ninguém mais se reuniu pra gritar de alegria. Depois foi o grilo verde que eu roubei numa viagem e, daí em diante, foi como se a natureza me castigasse pelo pedacinho dela que eu havia tirado daquela fazenda. O cachorro cor-de-fogo que sujava o meu uniforme da escola todos os dias morreu, sem falar nos outros três.

Mas o pior de tudo foi o que aconteceu com alguém que não era grilo nem cachorro, que não era bicho - e eu não estou falando do Senna. Quando isso aconteceu, eu virei adulta e deixei de comer mortadela.
Mortadela. O nome é meio estranho, mas não é por isso que eu parei de comer. É que eu prefiro guardar como lembrança o gostinho da mortadela da minha infância, aquele gostinho que era imaculado e inocente, pela falta de uma grande saudade no peito.

Meu pai, minha mãe, e a Monalisa da época das mortadelas

12 comentários:

Mariana disse...

Tem um desafio para você no meu blog!!!!

Mariana disse...

Como vc sabe o nome da menina??????????

me conta??
achei como imagem no google...
achei bela.. e usei...

bjs

Mariana disse...

Eu não tinha lido o texto ainda e agora li. Caracas!!!!!!!! me arrepiou... bjcas

Cabraforte disse...

Meu passei essa fase tbm, sabados e domingos pela manha eram do Senna, depois que ele morreu parece que não tinha mais o que assistir pela manha e comecei a ir pra rua ou fazer qualquer outra coisa, mas nada preenchia o vazio deixado pela sua morte!


Grande Senna.

Tmova sempre um Copo de Guarana pra despertar e me emocionar!


bj

Daniel Moura disse...

OI Monalisa!
Texto legal!
Eu infelizmente passo pelo mesmo problema, não encontro blogs paraenses! xD
Abraços do Dan, e muito obrigado pelas visitas ao MD.

219.534.043-8 disse...

é... mortadela, bolinhos de chuva, cheiro da casa da vó (perdi o olfato e as chaves. fazer oq?)... até o senna.

ah, o sabor da infância...

biazinha disse...

Ayrton Senna morreu em 1994, no m~es em que nasci e no mesmo dia morreu Mario Quintana. A morte de Senna foi divulgada com estardalhaço pela mídia, e pra Quintana, apenas um pequeno anúncio numa página de jornal.
Nada contra Senna, é apenas uma constatação.
Ah, eu sou carioca e tenho blog...rsrsrs.

Bjuxxx.

(L)

Juliana.Campos disse...

texto com cheirinho de nostalgia e fazenda... com um sorriso saudosista e um suspiro longo!

Samara disse...

Tipo....me tornei adulta...TCHAU MORTANDELA

isso foi o melhor de tudo ..não tá acreditando até agora..
mas pensando bem na minha infância eu gostava de mortandela..agora já não gosto tanto prefiro o chiqueté presunto

beijos

Éverton Vidal disse...

Adoro textos assim... reflexoes legais regados de nostalgia. Eu nao gosto muito de mortadela, mas tenho sensaçoes semelhantes com outras coisas... como o Abil.

Bj!
Inté!

HenriqueM disse...

Hey, eu sou carioca.
;)

Haha, eu também sempre gostei de mortadela.
Mas hoje em dia não como mais carne.
;)

Sobre o Senna, eu nem sabia quem ele era na época.

---
Atualizei hoje:
www.henriquem.blogspot.com

flavia disse...

nossa, morte do senna foi marcante mesmo!
lembro ate hoje do berro da minha mae
poxa, acho que o momento em que amadureci foi quando vi de verdade que as pessoas morriam
muito triste isso!
bjusss

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