sábado, 8 de dezembro de 2007

Mais um fim, porém com um começo diferente...

- Isso é que é tirar onda!

Ela acordou. Sozinha como sempre. Um Antônio gordo falava lá da frente, enquanto um conversível preto zunia ao lado deles com um celular e um cara dentro.

- Desculpa, o que o senhor disse? - Ela perguntou, sem se preocupar em ouvir a resposta.

O conversível ainda zunia, preto, muito bem identificável na paisagem planejada da Barra, mas tudo era invisível para ela naquele momento. Não que não esperasse que aquilo acontecesse, era inevitável; mas igualmente inevitável era aquela sensação de que toda a sua vida, de repente, virou um filme - não chegava a ser um filme digno de cinema, mas talvez algum trabalhinho de faculdade com público reduzido a uma turma.

Quando desceu do taxi, na calçada de casa, lembrou de tudo o que queria (e deveria) ter dito, imaginando mil diferentes versões do que acabara de acontecer. Era melhor assim, desse jeitinho esquecido e despretencioso que esconde todo um turbilhão de emoções.

E quanto ao lugar, talvez fosse somente mais um shopping a ser lembrado pelo término que provocara, mas sem dúvida, essa era a maneira mais digna, menos covarde, mais a la Grifinória de se terminar com alguém. Ah! Ele tinha muito o que aprender ainda...

2 comentários:

Duda :) disse...

aaah, é tão ruim terminar com alguém "/ é nós em cabo frio em janeiro ?! ^^ ps : quando eo vim comentar o blogger já sabia o meo nome oO

orlando camargo disse...

Espero que essa menina da história não seja vc...

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