quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pizzas e filmes

Desde que eu descobri o prazer que é alugar filmes em locadoras que se utilizam do ilustre e apressado serviço do boy, não quero outra vida. Chegar em casa cansada e ter um filme bom te esperando no Home Theater não tem preço - até porque o serviço delivery é gratuito - afinal, não se pode contar sempre com o bom gosto da TeleCine. Ah! E eles também vêm buscar o filme em casa; é como aquele serviço de pizza, só que o cara vem buscar o papelão na sua casa.

E as semelhanças não param por aí. Se você comprar uma pizza gigante, leva um refrigerante; se alugar três filmes na sexta, sábado ou feriados, leva uma pipoca de microondas (por mais quebrado que o seu microondas esteja - mas aí você pode estocar para o inverno, como eu). E óbvio, você pode escolher o sabor da pizza e o idioma do filme. É aí que acabam as semelhanças, pelo menos no meu caso. Posso gostar de muitos sabores de pizza, mas odeio filme dublado.
Ai, me dá uma nervoso, uma coceira quando dois atores têm a mesmíssima voz! Isso quando as vozes não tem nada a ver com a personagem.
Pois é. Você reparou que eu não tenho nada pra dizer, por isso eu disse esse nada aí de cima. Mas que seja.
Abraço.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Mais um fim, porém com um começo diferente...

- Isso é que é tirar onda!

Ela acordou. Sozinha como sempre. Um Antônio gordo falava lá da frente, enquanto um conversível preto zunia ao lado deles com um celular e um cara dentro.

- Desculpa, o que o senhor disse? - Ela perguntou, sem se preocupar em ouvir a resposta.

O conversível ainda zunia, preto, muito bem identificável na paisagem planejada da Barra, mas tudo era invisível para ela naquele momento. Não que não esperasse que aquilo acontecesse, era inevitável; mas igualmente inevitável era aquela sensação de que toda a sua vida, de repente, virou um filme - não chegava a ser um filme digno de cinema, mas talvez algum trabalhinho de faculdade com público reduzido a uma turma.

Quando desceu do taxi, na calçada de casa, lembrou de tudo o que queria (e deveria) ter dito, imaginando mil diferentes versões do que acabara de acontecer. Era melhor assim, desse jeitinho esquecido e despretencioso que esconde todo um turbilhão de emoções.

E quanto ao lugar, talvez fosse somente mais um shopping a ser lembrado pelo término que provocara, mas sem dúvida, essa era a maneira mais digna, menos covarde, mais a la Grifinória de se terminar com alguém. Ah! Ele tinha muito o que aprender ainda...

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