sábado, 27 de outubro de 2007

Insight!!!, bundas e metros de insetos.


A Suellen acabou de me perguntar pelo orkut: "Tem alguma coisa piscando. O que é?". Assim, do nada, na maluquice mesmo. Eu sei lá o que está piscando na janela dela, na tela, quem é ela, quem é ela! Mas, com essa suellenzice toda, acabei tendo um insight. Respondi à pergunta assim: "Vaga-lume? Vaga-lumes se comunicam por código morse".

E não é que é? Aderindo a um dos discursos da própria Suellen, esse povo que diz que os animais não pensam, não estão com nada.

Ou você acha que é à toa que aqueles insetinhos que somem e ressomem na noite piscam só por coincidência? Piscou uma mulher no filme "O labirinto do Fauno", piscou a Magrí dos Karas em "A Droga do Amor", do Pedro Bandeira, e, da mesma forma, piscam os vaga-lumes. Ou melhor, a mulher e a Magrí é que piscam como os vaga-lumes.

Entre uma piscadela e outra de luz, eles vão formando palavras, que vão formando frases como "E aí, gatinha? Vai um acasalamento?", ou "Olha só como é fácil encantar um humano; basta um aparato na bunda".


Nem vamos tocar no fato de que é pura pretensão achar que os animais se comunicam como os humanos. Opa, toquei.


Acabei de lembrar que, aos oito anos, eu ficava imaginando como o "1 metro" das formigas deve ser pequenininho. "O metro das formigas é igual ao nosso centímetro", dizia eu. É, não mudei nada. Só cresci alguns centímetros.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Vou ver Volver

- Mãe, posso alugar um filme?
- Pode, ué. Qual?
- "O nome da rosa". É pra faculdade.
- Eu já vi. É muito bom.

Som de tampas de panela, fogo aceso.

- Locadora, Thiago, boa tarde? - Voz metalizada.
- Alô, oi. Vocês têm o nome da rosa?
- Como?
- Vocês têm "O nome da rosa"?
- Temos, sim senhora. Qual o seu nome?
- Monalisa.
- Telefone?
- XXXX-XXXX
- Endereço?
- Rua Tal, número X, apartamento N.
- Tudo bem. Enviarei junto com o filme a fichinha para o cadastro, tudo certo?
- Certo.
- A senhora deseja uma pipoquinha? Temos-uma-promoção-onde-a-senhora-leva-três-filmes-e (tempo para respirar) ganha-duas-pipocas-para-microondas-e-mais-um-guaraná-de-um-litro-e-meio, gostaria de levar?
- Hm... Mas eu não tenho nenhum filme a mais pra alugar... Ah! Tem "Volver"?
- Tem, sim senhora.
- Então traz mais esse.
- A promoção só é válida a partir de três filmes, senhora.
- Tudo bem. Deixa assim mesmo.

Som de comida sendo posta no prato. Talheres.

- Sua comida está na pia.
- Tá, mãe. Aluguei mais outro filme.
- Vai ver tudo hoje? Você não tinha que estudar?
- Já estudei.
- Sei. Você ficou lendo aquele livro, isso sim.

Mais tarde...
- Mãe, quer assistir ao filme comigo?
- O da rosa? Claro. Pipoca?
- Claro!

Duas horas e onze minutos depois...
- Vamos assistir ao outro agora?
- Ah, a novela!
- Ok. Vou ler. Quando acabar, me chama.

Quatro capítulos e um terço depois...
- Fiiiiiia! -Traduzindo: "Filha!"
- Acabou a novela?
- Aham.
- Então vamos lá.
- O que você vai colocar?
- Volver.
- O quê você vai ver?
- Volver.
- O quê?
- Volver!
- O que você vai ver, Monalisa?
- O filme "Volver", mãe. É esse o nome.
- Deixa eu ver a caixa... Ah tá.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Abre-te Sésamo!

Pois é. Quem mora no Rio que levante as mãos para pegar pá e bote. Deslizaram, esta manhã, toneladas de terra em uma das entradas (ou saídas - depende do referencial) do túnel Rebouças, no Cosme Velho, Rio de Janeiro. As imagens abaixo são de Domingos Peixoto, e foram retiradas do Globo Online.

O deslizamento não aconteceu por acaso; quem vem acompanhando os noticiários já sabe que, apesar de ter aumentado o volume de água dos reservatórios do Rio, a chuva vem causando alagamentos e engarrafamentos caóticos. Tanto, que houve quem desistisse de trabalhar quando estava no meio do caminho para o trabalho.

Até os jornais foram afetados. Ainda há pouco, o SBT Rio falava sobre os congestionamentos no Estado - como se já não bastasse a epidemia de gripe, a chuva trouxe problemas para o trânsito dos carros.

- Eu, que levo 30 minutos para chegar à emissora, hoje demorei 2 horas... - dizia o apresentador do jornal, quando a transmissão foi cortada de repente, dando lugar aos comerciais.

A minha reação foi sorrir. E o meu sorriso foi, devagarinho, dando lugar a um riso que contagiou a minha mãe. Não é hilário que, justamente enquanto o repóter falava sobre os transtornos que a chuva vem causando no Rio, a transmissão seja cortada por causa "de um pico de luz"?

Sinceramente, não haveria forma melhor de noticiar os "estragos" da chuva.

sábado, 20 de outubro de 2007

Três reais por uma alface no lixo - pura hipocrisia

Dentre tantas coisas absurdas que acontecem por aí, encontrei uma delas durante esse último feriado, em Minas Gerais. São João Del Rei é uma cidadezinha cuja atividade principal é o artesanato do tipo pano: se você estiver precisando de alguma coisa que seja feita de pano, pode comprar lá.

Acontece que, dependendo da quantidade de horas que você gastar andando de lojinha em lojinha, comparando os preços (iguais) dos artigos, você pode ficar com uma fome incrível - daí é preciso procurar algum restaurante. Pergunta daqui, pergunta daqui, acabou que as cinco pessoas questionadas quanto ao melhor restaurante da região indicaram o mesmo lugar. Fomos pra lá, e que decepção.

Primeiro, não havia água no local, de forma que ninguém lavava as mãos antes de comer; provavelmente, não lavavam as folhas de alface também, e como eu sou viciada em alface, já não havia possibilidade alguma de eu almoçar ali. Segundo, havia umas dez placas espalhadas pela parede amarela, além de páginas A4 nas mesas, onde se lia em todas elas (placas e páginas): "Taxa de desperdício R$3 reais".

Fiquei com raiva desse "R$3 reais". Ou uma coisa, ou outra, droga! O erre-cifrão dispensa completamente o reais, será que ninguém sabe disso? E que absurdo é esse de cobrar uma taxa pelo desperdício? A comida já vai para o prato perfeitamente paga e concedendo os lucros devidos ao restaurante. Santa ganância! E invasão de privacidade também - se eu já paguei a comida, ela é minha e está completamente submissa ao que eu quiser fazer com ela.

E não me venha com o papo de que estão pensando na fome do mundo, porque eu tenho certeza absoluta que os três reais da taxa vão para o bolso do dono do restaurante, e dali direto para alguma forma de lazer - ou seja, nada de beneficência.

Ah, que raiva! Mas a única coisa que eu pude fazer foi dizer um "que absurdo!" enquanto apontava as placas, e procurar algum outro lugar para almoçar. E quer saber? Eu achei um lugar ótimo. Sem placas e sem larvas nas folhas de alface.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Viciada, eu?

Descobri um teste em inglês que analisa a quantas anda o seu vício em blogar. O meu resultado:

Free Online Dating from JustSayHi

Clique no meu resultado, e faça o teste você mesmo. Mas não esqueça de informar o seu resultado aqui; me bateu uma curiosidade tremenda: sou anormal, viciada demais?

Depois eu volto. Essa falta de texto não significa falta de inspiração, mas de paciência e vontade, o que é bem pior - esse papo de inspiração é meio furado. Até.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O brinco

Furei a tal da orelha. Eu queria uma estrelinha prateada, mas já estava demorando tanto pra esse furo acontecer, que eu resolvi colocar o primeiro brinco mimosinho que aparecesse na minha frente, e o que apareceu foi esse aqui:
Ficou legal, eu gostei.
Outro dia eu volto. Hoje não estou afim de escrever, de fazer nada. Dia difícil.

Diretamente proporcional

Quanto mais a Monalisa cresce, mais a vida dela apodrece.
Se ao menos o blog se chamasse Neverland, ela seria uma "criança perdida" - para sempre.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Há muito tempo lhe devo um poema

Eu não gostei de ouvir o Isaac dizendo que não viajaria comigo para Belo Horizonte; eu fiquei mais do que decepcionada: fiquei com raiva, juro. Mas é incrível como esse garoto sabe o que faz. Nega uma viagem à namorada, e vai correndo elogiá-la no blog. É ou não é esperto pra caramba? Transformou a minha raiva-com-saudade em saudade-com-mais-saudade, e é por isso que eu resolvi publicar o poema que eu fiz durante a viagem.
Antes do poema, uma reflexão. Quando eu o escrevi, ainda estava na fase raiva-com-saudade; talvez isso prove que essa raiva não era tão raivosa assim.
Agora, ao poema. Ainda que ele não tenho olhinhos de jabuticaba e coisas assim, escrevê-lo no texto do Mozart com o carro em movimento nas estradas sinuosas de Minas foi bem difícil.

Os opostos semelhantes se atraem

Nós somos completamente diferentes. Pra começar, meu blog é branco, o dele não. Há pouco tempo a diferença era que eu tinha um blog e ele não. Minha pele é mais escura; o cabelo dele é mais claro. E ele insiste em não arrumar as cartas do baralho. Tudo culmina em uma coisa: ele é homem, eu sou mulher. Mas talvez tudo isso seja um exagero - enquanto eu sou exagerada, ele também é.


Isso! Quitei minha dívida!
:)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Ainda no hotel

Acabou que eu acabei de acordar, a farmácia já fechou, e lá se foi mais um dia sem furar a tal da orelha. Estou feliz e triste. Feliz, porque tenho medo de furar a orelha; triste, porque eu queria, poxa!

Daí agora, enquanto ouço a Fátima Bernardes falar de mais um bebê abandonado por aí como coisa - o homem já nasce reificado, vejam só -, penso sobre esse hotel. Ele não é jovem; não foi construido ontem. Não cheira a tinta, cheira aqueles sprays de lavanda que a minha mãe costuma usar. Imaginem, então, quantas pessoas já passaram por aqui. Quanta gente já pisou nesse mesmo carpete, abriu o mesmo box do mesmo banheiro, balançou as mesmas cortinas. Quanta gente já ouviu e viu, através da mesma televisão, a mesma Fátima anunciar o abandono de recém-nascidos (diferentes)...

Isso é engraçado, incômodo e mórbido. Não na ordem, mas misturado.


Será que consigo outra farmácia?

Ah, o feriado!

Eu tinha quatro furos na orelha - digo, dois em cada - mas os dois mais recentes se desfuraram, simplesmente fecharam. Por isso, estou em Belo Horizonte e vou refazê-los.
Óbvio que eu não saí do "Rio de Janeiro, Fevereiro e Março", em pleno Outubro, só pra furar uma orelha - ou duas. É que minha família é um tanto oportunista (no bom sentido, de preferência). Meu pai anunciou na última terça, lá em casa: "Vou viajar a trabalho amanhã, e vocês podem ir, se puderem". Minha mãe estava livre, mas eu teria aula na quinta-feira... de Sociologia, imaginem só.

- Pai, eu tenho aula na quinta. Não posso ir. Mas, pensando bem, tirei oito na prova (leiam o texto anterior), e até agora não tenho nenhuma falta nessa matéria. Posso ir, sim.
E fui. Quer dizer, vim. Viemos. Estou agora num quarto de hotel cheirosinho, com janelas semi-abertas, porque uh, que calor!
Há dias venho tentando furar minha orelha. Um misto de medo e desejo, se é que me entende. Afinal, não me agrada muito a visão de um pedaço de orelha saindo do corpo pra dar lugar a um bastão fino de metal. Mas é a moda, fazer o quê. Eu quero colocar uma estrelinha na orelha, e brincos de pressão pressionam demais: o jeito é furar. E como a mulher-furadora-de-orelhas-da-farmácia-aqui-de-baixo só chega às 5:00... Bem, esse é o motivo da existência desse texto.

Agora me dê licença, porque vou dormir até as cinco. Não durmo bem há três dias, estou gripada há quatro, e a cama é atraente. Além do mais, amanhã de manhã vou a Ouro Preto, depois a Tiradentes, e depois para algum hotel fazenda por aí.
Ah, como é bom faltar uma aula!
;)

eXTReMe Tracker

  © Blogger template Shush by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP