quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O estreante e os lenços de papel

Aqui estou eu, a começar mais um blog. Sim, "mais um". Seja por destino do signo ou por defeito meu, a verdade é que sou viciada pelo recomeço. Já recomecei o curso de inglês, as aulas de teclado e até um namoro, mas sou obrigada a confessar que, em se tratando de recomeçar blogs, eu sou recordista de mim mesma (porque até agora ainda não encontrei nenhuma pesquisa sobre o assunto, e porque apagaram o meu tópico sobre isso no Orkut).
Eu canso das coisas para depois sentir falta (da maioria) delas. Mas também não é de tudo que canso. Ganso. Não cansei, por exemplo, de correr de um ganso em Campos do Jordão, quando tinha doze anos. E também não cansei de ler "A arte de fazer um jornal diário", do Ricardo Noblat.
Li a mando do professor de Comunicação Impressa, confesso, mas eu me apaixonei pelo livro e pela forma como Noblat o escreveu. Dispenso os comentários engraçadinhos que disserem: "Ele escreveu com as mãos, oras!".
Como o assunto do livro é perfeitamente explicado pelo título, não vou falar sobre ele. Acontece que, dentre as 172 páginas do livro, fiquei encantada pela 110:

Sem degraus:
Pensem numa caixinha de lenços de papel. Quando vocês puxam um, o lenço seguinte fica no ponto de sair. O bom texto se parece com uma caixinha de lenços de papel. Quando vocês terminam de ler um parágrafo, ele os remete suavemente para o parágrafo seguinte.
Costurem, limem, burilem o final de cada parágrafo para que não haja degraus entre ele e o início do próximo. O bom texto flui sem surpresas nem sobressaltos como um rio perene em uma região plana.


Gostei tanto que escrevi "o bom texto é igual a uma caixinha de lenços de papel" naquele tipo de subnick do msn, e acabei gerando a maior polêmica. Quase toda a minha lista online de amigos perguntou o que significava a frase, e essa foi a forma que encontrei para explicar. Agora o meu subnick é "o bom texto é igual a uma caixinha de lenços de papel - consultem o thealwaysland.blogspot.com para o significado".

Daí, ele tocou no assunto

Brb é o apelido de um amigo meu da época de Ensino Médio. Não lembro o motivo, mas sei que o chamava assim. Não vou revelar seu nome, mas nada impede que ele se revele num comentário. (Hehe).

Ele me perguntou o que significava a frase do meu subnick, eu expliquei, e ele disse: "não entendi porque eu sempre usei aqueles lenços que vêm separados na caixinha". Foi aí que eu percebi que ele está certo por não usar os lencinhos que vêm conectados uns aos outros. Nossa, como aquilo é irritante! Nunca funciona direito. Se a gente puxa um, vêm mais cinco de uma vez, e acaba "ocorrendo um desperdício". Ocorrendo sim, porque hoje em dia o desperdício é quase crime.

4 comentários:

gabriela disse...

Lindão!! amei mesmo!! o lance dos lencinhos é demais!! continue esse dessa vez... e recomece a comu da oinc!

Isaac disse...

Pela parte que me toca, é uma felicidade que vc não se canse de recomeçar. Queria que este fosse o comentário inaugurador do blog, mas parece que fui relegado a um segundo plano por sua amiga! É a vida... Adorei a parte do "ocorrendo um desperdício". Se entendi bem, o termo "ocorrer", segundo um certo "rigor jornalístico", caracteriza crimes. Sutilidades mulescas... Beijão, te amo, e obrigado por ser viciada em recomeços.

Dudaaa disse...

ent�o t� n� ?! recome�os n�o s�o comigo, mas boua sorte no teo :)
gostei desse texto e, tirando o fato do desperd�cio, sou totalmente a favor dos lencinhos de papel 'juntos' o/

brb. disse...

ainda bem que você não colocou a parte do nariz. as pessoas me linchariam em pensamento...

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